O Time Grand Cru: Cassiano Contador, Gerente Comercial de Lojas Próprias

Publicado em 18/07/2018

Há mais de três anos, Cassiano Contador está a frente de um dos canais de venda mais importantes da Grand Cru, as lojas próprias – que foram grande destaque no primeiro semestre de 2018. Saiba mais sobre a sua trajetória aqui!

Grand Cru: Você já faz parte do time Grand Cru há mais de três anos, certo? Como foi a sua trajetória até aqui?

Cassiano Contador: Sim, comecei na Grand Cru em março de 2015. A princípio, vim como Gerente de Desenvolvimento de Mercado, responsável pela criação da Grand École, ainda numa dimensão muito pequena perto da que temos hoje e focada em dar argumentos comerciais para o time de vendas dos produtos que precisavam de giro. Porém, em julho de 2015 assumi a gestão das lojas próprias, que na época eram 6 unidas, mais Vila Nova Conceição, que estava em obra. Desde então, já estive na gestão do televendas e franquias também, mas hoje com a proporção que as operações tomaram, preciso me dedicar somente às lojas próprias e ao televendas. Hoje, estamos com 21 lojas próprias e um faturamento anual 300% maior do que quando quando assumi o canal.

GC: Antes de entrar na Grand Cru, você já atuava no mercado do vinho. Acredita que essas experiências foram importantes para a sua atuação hoje? Como?

CC: Sim, estou no mercado de vinhos desde 2009, e trabalhei em diversas áreas na outra importadora: desde Sommelier e Produtos a Comercial de Lojas e Comercial de Off Trade. Com certeza, essa experiência foi importante para eu conhecer o mercado de vinho e os principais clientes. Porém, somente aqui na Grand Cru, consegui conciliar o conhecimento técnico e de mercado com ferramentas de análise mais amplas e profissionais.

GC: Hoje você é responsável pelo Comercial B2C, ou seja, pelas lojas próprias. Quantas lojas são no total, 20?

CC: Sim, lojas próprias e televendas/Concierge. A princípio fecharemos 2018 com 21 unidades, sendo 2 delas abertas em julho de 2018.

GC: Como é lidar diariamente com essa quantidade de lojas tão grande e com uma quantidade de funcionários ainda maior e espalhadas por todo o país? Como é a sua rotina nesse cenário?

CC: Até outubro do ano passado, o controle ainda era muito manual e feito de forma direta com cada um da equipe, porém com a chegada do Diego e com o João assumindo a Regional Sul, hoje em dia estou muito amparado por informações que analisamos diariamente a fim de poder atuar diretamente nos pontos que fazem a diferença. Avaliamos mais de 10 indicadores, que combinados nos dão um diagnóstico de onde devemos atuar para melhorar a produtividade, atingir a metas propostas pela empresa e valorizar os profissionais que estão performando bem. Além disso, a prática de buscar entender os potenciais de cada colaborador das lojas, faz com que as equipes fiquem completas e consigamos atingir melhores resultados!

GC: Bom, e não dá para falar sobre a enorme proporção das lojas sem citar o tamanho do resultado. Você tem uma responsabilidade enorme sobre o faturamento da empresa e foi o grande destaque do primeiro semestre de 2018. Como é para você estar por trás desses números tão grandes?

CC: Realmente o desafio não é pequeno, e só conseguimos apresentar um bom resultado no primeiro semestre porque a equipe, principalmente os gestores que são os “donos” das lojas, está sendo constantemente desenvolvida e buscando as mesmas metas. Temos um time com baixa rotatividade e procuramos incentivá-los constantemente a buscar a superação, seja com as ações propostas pela empresa, mas também com competições saudáveis entre as unidades, como é o caso do Grand League, além de concursos de criatividade em datas comemorativas. O time trabalha em conjunto e constantemente existe a troca de boas práticas entre as unidades para que todos possam aprender e, assim, formamos o melhor time possível! Além disso, a integração com os demais departamentos e constantes alinhamentos, fez com que o foco ficasse nas vendas e conseguíssemos atingir as metas propostas.

GC: Existe muita diferença da Grand Cru que você conheceu no passado para a Grand Cru de hoje? Quais são essas diferenças?

CC: Com certeza sim. Tivemos uma grande evolução interna, principalmente no acesso às informações, que faz com que nossas movimentações sejam cada vez mais assertivas. Além disso, com o aumento de lojas e as aberturas em shoppings, tivemos uma maior visibilidade junto ao consumidor final, começando a atender um público que antes não nos conhecia. Tudo isso buscando não perder a essência da marca e nos adaptando à realidade dos novos consumidores, bem como às mudanças do mercado. Hoje, com certeza a marca está muito mais forte.

GC: E as mudanças na Bela Cintra. Você enxerga que essa mudança de arquitetura e de experiência na nossa loja matriz representam o momento da empresa atualmente? Isso é um prenúncio de novas mudanças?

CC: A mudança na Bela Cintra vai muito além de uma renovação comercial. Envolve o lado de integração das equipes do front e do back office e, além disso, com a abertura de novas lojas mais modernas, não podíamos deixar de renovar a nossa matriz e deixá-la com a cara do que é a Grand Cru de hoje – uma empresa que proporciona experiências!

GC: Indo mais para um lado pessoal agora… Você já deve ter provado alguns vinhos da Grand Cru. Se arriscaria a dizer quantos rótulos já degustou e conhece aqui?

CC: Realmente não consigo mensurar, mas acho que pelo menos uns 300 rótulos com certeza.

GC: Além disso, é possível eleger um rótulo favorito ou pelo menos um estilo de vinho favorito?

CC: Essa pergunta é muito complexa (risos)… Eu realmente gosto de muitos vinhos, e depende muito do momento, mas tenho uma queda por duas regiões vinícolas: Rhône e Toscana.

GC: Em que momentos você costuma abrir uma garrafa de vinho? Aliás, é possível falar em momentos de abrir vinho ou de vinhos para cada momento?

CC: Sempre que possível (risos)! Começa durante o expediente (a trabalho, claro) e fora, tanto atrelado às refeições quanto nos momentos de relaxamento!!! O vinho? Depende muito do momento, companhia  e clima!

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