Saiba tudo sobre os vinhos da região de Toro, na Espanha

Publicado em 22/06/2016

A Espanha possui mais de um milhão de hectares de vinhas, o que a classifica como o país que possui maior área vinícola do mundo. Hoje você vai conhecer a região de Toro:a geografia, o terroir, as uvas e, é claro, os vinhos.

A denominação de Toro fica no entorno da cidade medieval de mesmo nome, que fica na beira do rio Duero (chamado de Douro quando atravessa Portugal, à caminho do Oceano Atlântico). Hoje considerada o El Dourado da vinicultura espanhola, Toro passou de uma região  conhecida por vinhos rústicos, simples e pouco valorizados no mercado internacional, para uma das mais exuberantes regiões vinícolas do país.

Uma breve história da região de Toro

A produção de vinhos em Toro já era grande e prestigiada desde a Idade Média. Era aqui, inclusive, que os navios que partiam para o Novo Mundo eram abastecidos antes das viagens. No século XIX, Toro ganhou importância quando passou a exportar seus vinhos para a França, que sofria com a crise causada pela praga da Filoxera.

A denominação de origem foi regulamentada oficialmente em 1987 e, embora algumas vinícolas da Ribeira del Duero passaram a se aventurar por Toro desde desde então, foi a chegada da renomada vinícola Vega Sicilia – uma das mais emblemáticas do país – que a Toro entrou no mapa mundial dos vinhos. A bodega localizada ali é responsável pela produção do superpontuado Pintia.

Não conhece os vinhos da Vega Sicilia? Confira aqui a entrevista que fizemos com o diretor comercial da vinícola, Antonio Menéndez.

As principais uvas de Toro

A uva mais cultivada na região do Toro é a Tempranillo local, chamada de Tinta de Toro, e que chega a ocupar 85% dos vinhedos. A Tinta de Toro possui a pele mais grossa que a variedade dominante da Tempranillo e produz vinhos com até 15% de graduação alcoólica. Além disso, os vinhos desta variedade são normalmente muito encorpados, com acidez média para alta e taninos acentuados. Os aromas mais comuns são de cereja, tabaco, figo seco e amoras e o potencial de guarda é de dez anos.

A Garnacha é outra cepa importante na região. Os vinhos feitos da uvas são encorpados, com boa acidez e taninos médios, mas muito frutados. Os principais aromas perceptíveis são de framboesa, figo e ameixa seca. São vinhos para serem consumidos jovens.

O clima e terroir do Toro

A região em que a denominação de origem Toro se localiza é Castilla y León. Sua altitude varia entre 600 e 700 metros acima do nível do mar. O solo é der argila vermelho e bastante arenoso, já que a área montanhosa impede que as influências marítimas cheguem no vinhedo. Isso implica em dias longos e quentes, que chegam a ser tórridos no verão, e noites mais frescas.

A amplitude térmica chega a ser de até 20ºC, o que é excelente para castas como a Tinta de Toro. A exposição solar é excelente e a pluviosidade é bem baixa, tornando a região quase desértica, características típicas do clima continental.

Uma observação importante da região é que as vinhas ali ainda são plantadas da mesma forma como as parreiras se desenvolvem na natureza, ou seja, em arbustos, chamados de bush vines.

Que tal experimentar um vinho do Toro?

O vinho tinto Monte Hinesta Toro Joven é perfeito para acompanhar massas ou aperitivos. Traz notas de morangos, cerejas e ameixas pretas no nariz enquanto, em boca, percebe-se taninos macios, boa acidez e final persistente. Um rótulo biodinâmico feito com Tinta de Toro cultivada em vinhas de 65 anos.

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