Portugal valoriza o patrimônio cultural, o turismo e o sabor dos vinhos de suas pequenas aldeias vinhateiras

Publicado em 04/06/2018

O vinho é sempre a expressão de uma comunidade, um terroir e um conjunto típico de condições locais – e geralmente é o resultado de muitas décadas de aprendizado.

Texto de Rogerio Ruschel, editor de In Vino Viajas.

No mundo todo é possível encontrar pequenos vilarejos produzindo vinhos extraordinários – como na França, Itália e também na serra gaúcha, no sul do Brasil. Portugal prestigia o patrimônio de suas aldeias através de muitas iniciativas, especialmente através de duas redes organizadas de aldeias e de uma organização de âmbito nacional.

A ATA – Associação de Turismo de Aldeia, foi criada em 1999 para promover os territórios rurais no contexto do produto turístico “Aldeias de Portugal”. Atualmente as aldeias da rede são oito, estão localizadas nos municípios de Melgaço, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Vieira do Minho, na região dos Vinhos Verdes, no norte do país. Em cada aldeia há várias casas preparadas (com selo de qualidade) para receber turistas, com lugar para 2 até 6 pessoas. As Aldeias de Portugal realizam turismo no espaço rural, convidando o turista para uma estadia com total independência, numa casa rural, em plena natureza, e são promovidas turisticamente pela CENTER – Central Nacional do Turismo no Espaço Rural, uma agência especializada em Turismo Rural e Turismo de Habitação, que opera também as marcas Solares de Portugal e Casas no Campo.

Antiga ponte na região do vilarejo de Arcos-de-Valdevez, em Portugal.

A outra rede integra o projeto das Aldeias Vinhateiras do Douro, denominação criada em 2001 e que atualmente é formada por seis aldeias que se destacam pela riqueza cultural e pelas paisagens únicas da região do Douro. São elas as Barcos, Favaios, Provesende, Salzedas, Trevões e Ucanha e oferecem experiências únicas através do seu patrimônio, da sua gastronomia e da natureza envolvente. A valorização turística foi reafirmada em 2007, ano em que foi realizada a primeira edição do Festival das Aldeias Vinhateiras nos meses de setembro e outubro, com jogos populares, artesanato ao vivo, música popular, degustação de produtos, espetáculos e festas nas ruas e muita animação temperadas pela gastronomia e pelos vinhos locais, do Douro!

Região vinícola do Douro, norte de Portugal.

Mas como os portugueses acreditam que sua cultura e tradição são elementos-chave no seu desenvolvimento como Nação, dia 26 de fevereiro de 2016 a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) deu o primeiro passo formal para a criação de mais uma rede de aldeias vinhateiras – e desta vez em âmbito nacional. A ideia é ampliar a experiência das Aldeias Vinhateiras do Douro que vem ajudando bastante na consolidação do turismo na região Norte de Portugal e pode reunir dezenas de aldeias em todo o país.

E só para lembrar, como a Associação de Municípios Portugueses do Vinho já coordena a Rede de Museus Portugueses do Vinho – que reúne entidades de cerca de duas dezenas de municípios associados – certamente vai contribuir para a ampliação do valor turístico, cultural e econômico das pequenas aldeias.

Algumas destas regiões encantadoras de Portugal – além de 8 vinícolas no Norte, Douro, Dão e Alentejo – estão nos roteiros “Degustar Setembro em Portugal”, desenvolvidos pela Winelands Portugal, de Lisboa, em parceria com o jornalista brasileiro Rogerio Ruschel, editor do blogue de cultura do vinho e enoturismo, In Vino Viajas, e comercializado pela Barbarela Turismo, especializada em enoturismo – veja aqui.

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