House Casa del Vino: boas histórias para contar

Publicado em 20/05/2016

A House Casa del Vino (atual Morandé Adventure) nasceu por uma iniciativa do Grupo Belén de incentivar os seus enólogos a criarem com liberdade e paixão rótulos que acreditam expressar sua verdadeira relação com vinho. Compõem a Casa: Daniela Salinas, Sven Bruchfeld, Matias Micchelini, Irene Paiva, Ricardo Baettig e Jorge Martinez. Cada um com seu estilo, produziram juntos uma das linhas mais inovadoras dos vinhos do Chile.

O principal conceito enológico da House é não haver regras. Inaugurada em 2012, os enólogos trocam ideias e experiências e criam vinhos com história e muita personalidade. Além de terem nomes e rótulos inusitados, trazem uma surpresa por trás da taça e dentro dela. Todos os vinhos são feitos à mão e pouquíssimas garrafas (de 800 a 1200, apenas).

Tirazis é o principal vinho da casa. Produzido por Sven Bruchfeld, um enólogo apaixonado pela Syrah e com experiência de longa data no cultivo da casta, ele é uma referência à Tirazis, o antigo reino da Pérsia onde o rei Djemchid vivia com seu harém. Conta a história que foi esquecido ali um frasco com uvas. Um dia, um servo o encontrou e havia nele um líquido escuro, borbulhante e cheiroso. Colocou uma placa escrito “veneno” e uma das esposas do rei, deprimida por ser evitada por ele, bebeu para suicidar-se. Para sua surpresa, o que aconteceu foi que ela ficou extremamente feliz e saiu dançando e cantando pelo palácio. O rei espantado com o fato, provou da bebida e sofreu o mesmo efeito. Sven Bruchfeld uniu a paixão à casta e à inspiração na história para produzir um vinho 100% Syrah que destaca-se por tamanha exuberância e personalidade.

Rótulos produzidos pela vinícola.

Já o Despechado, da enóloga Daniela Salinas, residente na House, é um Pinot Noir produzido com vinhas “despechadas”, ou seja, rejeitadas no Chile. A enóloga produziu apenas 1200 garrafas deste vinho que, fermentado em ovos de cimento com leveduras selvagens e maturado em vasos de barro, ganhou uma expressão que em muito lembra os adorados exemplares franceses. Confira aqui uma entrevista exclusiva com a enóloga Daniela Salinas!

Mas quando o assunto é corpo, o corte do El Gran Petit de 50% Petit Verdot e 50% Petit Syrah provenientes do Vale do Cachapoal é uma intensa e expressiva marca das cepas produzido pela enóloga Irene Paiva, à frente da vinícola Vistamar.


 

Por Carol Oliveira

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