Carnaval e vinho: a história da folia e do Deus Dionísio

Publicado em 07/02/2018

Você sabia que a história do Carnaval está intimamente relacionada com a história do vinho? Confira:

Vinho e carnaval sempre estiveram juntos!

Tudo começou na Antiguidade Clássica, mais precisamente na Grécia Antiga, com os cultos ao deus grego Dionísio. Dionísio era o deus das festas, do teatro, do vinho (e da videira) dos ciclos vitais da Terra. Não à toa, suas celebrações era naturalmente regadas à muito vinho. Entre todas as festas realizadas em sua homenagem, a da chegada da primavera era muito especial.

O deus do Vinho, Dionísio.

Segundo a mitologia grega, Dionísio morria todo o inverno e renascia na primavera, assim como as plantas e, especialmente, a videira. Para entendermos melhor, enquanto para nós, no hemisfério sul, o mês de março encerra o verão e dá início ao outono, no hemisfério norte, ele encerra o inverno e dá início à primavera. Por isso essas festividades eram sempre programadas para essa época do ano!

No Império Romano, o deus Dionísio passou a ser chamado de Bacchus, em português, Baco, e as celebrações, os bacanais, ganharam cada vez mais proporção, regadas sempre à muito vinho e grandes banquetes. As pessoas costumavam sair gritando e dançando pelas ruas, vestidas de peles de animais selvagens, e cometiam todos os tipos de excessos. Seu grito de guerra? “Evoi! Evoi!” – origem do grito carnavalesco “Evoé!” – acompanhado de flautas e tambores.

O deus Romano Baco, por Caravaggio,

Com o advento do Cristianismo, a celebração da chegada da primavera foi oficializada pelo calendário cristão. Isso, por causa de uma feliz coincidência: a festa se dava exatamente antes do início da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas do calendário Cristão ocidental (Católico).

A Quaresma é o período dos 40 dias anteriores à Páscoa, considerado propício para recolhimento, jejum e abstinência. Nada mais natural que o Carnaval, então, passasse a ser considerada a última grande festa de excessos antes deste período sagrado.

O nome Carnaval, inclusive, deriva daí: Carne Vale, os últimos pecados da carne, tanto do corpo quanto do prato.

A Bacanal (festa em honra de Baco) é uma obra-prima do pintor italiano Tiziano Vecellio, conhecido por Ticiano.

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