Degustação horizontal e degustação vertical

Publicado em 01/07/2016

Degustação vertical e horizontal, qual é a diferença? Quando falamos em vinho, muito se ouve a pergunta: mas muda tanto assim de uma safra para a outra? Ou ainda: todos os vinhos de uma determinada uva são iguais? É justamente para isso que servem essas modalidades de degustação. 

Degustação vertical

Você já deve ter ouvido falar sobre as históricas safras de Bordeaux ou Brunello di Montalcino. Mas o que faz uma safra ser tão diferente assim da outra a ponto de até ser reconhecida como a melhor do século? Basicamente as condições climáticas. Quando a porcentagem de chuva, retenção de umidade e calor do solo, vento, incidência solar e afins são tão favoráveis à região, que alcança-se o nível ideal de natural  da uva e praticamente todas elas is estão prontas para produzir um vinho de extrema qualidade no momento da colheita. Mas a diferença não para por aí. Entre uma safra e outra, além do terroir influenciar algumas alterações, deve-se considerar também a idade do vinho. Um Brunello di Montalcino jovem, por exemplo, certamente não estará pronto para ser bebido. Se degustá-lo, vai notar que está fechado, duro, pouco expressivo e agressivo em boca. Mas se degustar uma safra com 10 anos ou mais, nota-se claramente as diferenças. Elegante, agradável, redondo, e por aí vai. É justamente para isso que serve a degustação vertical. Ela consiste em avaliar um mesmo vinho em diferentes safras para que se possa acompanhar a sua evolução.

Degustação horizontal

Já a degustação horizontal responde à pergunta: todos os vinhos de uma determinada uva são iguais? Com ela, facilmente podemos identificar que não. Baseada em avaliar diferentes vinhos, de diferentes regiões e produtores, a degustação horizontal consiste em escolher uma única uva e comparar as diferenças que ela apresenta em diversos tipos de vinificação. A Chardonnay, por exemplo, enquanto rende vinhos densos, frutados e encorpados na América Latina e em outras regiões, na França, mais especificamente na sub-região da Borgonha de Mâconnais, alcança sua máxima expressão e entrega um vinho completamente diferente. Mais fino, elegante, com significativas notas minerais e muito frescor e leveza. O famoso Pouilly-Fuissé. E mesmo no âmbito das comparações menos exuberantes, nota-se a diferença entre um Malbec francês e um argentino, por exemplo. Ou ainda, um Merlot brasileiro e um chileno.

Ambas degustações são de surpreender (e encantar!) qualquer apreciador de vinhos. De enófilos a profissionais, afinal, o mundo vitivinícola é tão amplo que o que não falta é curiosidade e aprendizado.


Por Carol Oliveira

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